Comandos de voz e um estilo de ação sem precedentes em um RTS.
Um dos problemas mais recorrentes enfrentados pelos desenvolvedores de jogos sempre foi transpor de forma minimamente decente um RTS para os consoles. A falta de um mouse e teclado sempre acabam tirando um pouco do dinamismo que se tem nas versões para PC dos jogos. Entretanto, não se pode negar que muitos foram razoavelmente bem sucedidos até o presente momento.Entretanto, essa transposição parece estar prestes a alcançar um novo patamar de excelência com o mais novo membro da família Tom Clancy. Entre as várias novidades prometidas para o título, provavelmente a mais marcante seja a de permitir que se controle — de forma bastante efetiva — todo um exército utilizando unicamente comandos de voz. Isso, de certa forma, acaba mesmo trazendo para os consoles o dinamismo que sempre esteve presente no PC.
“Se queres a paz, prepara-te para a guerra”
Após um breve período de paz (2011 a 2014), durante o qual as tecnologias de defesa conseguiram eliminar a ameaça nuclear, o mundo começa a novamente experimentar o nascimento de uma era de caos graças à competição pelos escassos recursos do globo. Em 2020 a situação se tornou insustentável, e outrora remota hipótese de uma terceira grande guerra necessitava agora apenas de uma faísca para ser confirmada, algo que acontece em EndWar.
Assumindo o controle de uma de três grandes potências bélicas, Estados Unidos, Rússia e Europa, e jogador deve abrir o se caminho através de um holocausto nuclear iminente.
Dinamismo em um RTS para consoles
Pelo que foi mostrado até agora pela Ubisoft, EndWar trará dois modos principais de jogo: o modo versus, e o modo conquest. O modo versus é o clássico “destrua tudo o que aparecer pela frente”; a condição para a vitória reside simplesmente na aniquilação sumária da totalidade das forças inimigas. O modo conquest parece mesmo ser o mais promissor do jogo. Em vez de simplesmente sair matando tudo com uma estratégia não necessariamente elaborada, conquest exige que se capture e mantenha bases para chegar à vitória (em um estrutura semelhante a Battlefield).
Capturar bases inimigas parece realmente ser uma espécie de chave incondicional para a vitória em EndWar, pois além de representar uma vantagem tática imprescindível, ainda são aumentadas consideravelmente as capacidades de defesa (que vem na forma de pequenos aviões controlados através de inteligência artificial, por exemplo).
WMD (weapons of mass destruction)
Sim, o estilo de jogo/tática clássico utilizado em tantos de estratégia até o presente ainda é bastante válido. Entretanto, ao contrário do que acontece em jogos como os da série Age of Empires, EndWar tem um certo caráter de impresisibilidade. Isso porque uma única utilização de uma das várias armas de destruição em massa disponibilizadas pelo jogo (como bombas nucleares ou mesmo ataques aéreos massivos) pode ter um peso decisivo em uma batalha. Isso, é claro, não é, absolutamente, algo novo, estando presente, por exemplo, no clássico RA (Command & Conquer Red Alert) — embora de uma forma um tanto desequilibrada. Resta saber qual será, no fim das contas, a relevância de um ataque de grandes proporções em EndWAr.
Olhos e ouvidos no campo de batalha
Outra boa novidade trazida por EndWar é a de colocar o jogador de forma mais direta no campo de batalha. Em vez de trazer apenas a clássica camera de jogos de estratégica — que se ocupava de mostrar a quase totalidade do perímetro do campo de batalha e uma visão aérea —, EndWar coloca olhos e ouvidos diretamente na ação do jogo. Dessa forma, para se ter uma idéia do andar geral das coisas, é necessário trocar a câmera entre as várias unidades em campo.
Entretanto, algo que, talvez, pudesse parecer um pouco complicado (penoso mesmo) acaba simplesmente trazendo um nível inédito de ação para jogos de estratégia, já que não se tem mais a impressão de ser um soberano sentado nas estrelas e controlando tudo o que acontece na terra de um lugar seguro; a ação fica, sem dúvida, parecendo bem mais real. É claro que, para aqueles que eventualmente não consigam se adaptar muito bem ao esquema um tanto vanguardista de EndWAr, o jogo ainda traz a tradicional visão de satélite.
Tom Clancy’s EndWar deve mesmo representar um salto para jogos de estratégia em tempo real. Além de transpor de forma brilhante — e também bastante efetiva — todo o dinamismo dos RTSs clássicos para os consoles através dos comandos de voz, o jogo ainda traz gráficos bem de acordo com a atual geração. Além disso, a ação parece potencialmente muito mais imersiva graças à ótima escolha de trazer a câmera para os campos de batalha.
Ainda não existe uma data de lançamento confirmada para Tom Clancy’s EndWar.
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Sera que vai ser bom??? so falta esperar.
Fonte:Baixaki.

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